quarta-feira, 27 de outubro de 2021

A personalização de itens como auxílio no branding

 Dentro do marketing contemporâneo, é muito importante fazer com que sua marca se sobressaia e fortaleça sua identidade. Uma das formas de conquistar essa tarefa é através da personalização de itens.

Branding e identidade de marca

Quando falamos de branding, nos referimos a um conceito de marketing bastante sólido: como sua marca se posiciona, se identifica, e aparece para o público. Ou seja, o branding passa por áreas como relações-públicas – como seus clientes e consumidores, internos e externos, veem as histórias que sua marca cria – e identidade visual, design, pós-venda, enfim, a comunicação como um todo.

Muitos empresários têm a noção de branding como ações de propaganda – ativação da marca dentro de eventos, outdoors e anúncios, por exemplo. Embora advertising (ou seja, espaços pagos de mídia) seja uma parte realmente relevante dentro do conceito, a identidade da marca vai muito além disso. A própria propaganda, que dita em partes a exposição que sua marca tem, também tem bordas muito mais longas do que simplesmente pagar anúncios.

O enquadramento dessa identidade passa por etapas delicadas, como tratar os clientes como especiais que são, garantias e contato ativo de pós-vendas, e ações gerais para que sua marca seja associada ao conceito desejado. Desde apoio a instituições não-governamentais até campanhas, publicitárias ou não, envolvendo discursos e conceitos, ações diversas fora do escopo do mero advertising ajudam a construir relevância para os temas que sua marca se importa.


Valorizando a marca com produtos personalizados: um acerto das grandes empresas. Créditos: NETSHOES

Personalização e branding

Uma das formas de conquistar o coração – e um lugar na mente dos clientes, leads e consumidores – é através da criação de produtos e brindes exclusivos. Essa ideia remete, por exemplo, a hotéis e sua distribuição de sabonetes com a logo do estabelecimento; escritórios com canetas personalizadas; supermercado com “folhinhas”, muito populares antes da acessibilidade atual dos smartphones. Dentro do consumidor comum, esse conceito é carregado de noções como requinte, charme, bom-gosto e utilidade. Perceba que esses itens todos são bonitos, práticos, úteis – conceitos todos que serão atrelados, sutilmente, à marca representada por eles.

Mas uma das grandes vantagens da personalização de itens é que ela abre as portas da criatividade. Não é necessário se ater a pequenos brindes; um exemplo que podemos citar é a venda de ecobags personalizadas por algumas redes de supermercados. A ecobag é um item que gera diversos resultados: faz um bem danado para o meio-ambiente, ao reduzir a poluição gerada pelo plástico; reduz os custos do próprio estabelecimento com sacolas plásticas; cria uma maneira mais conveniente para o consumidor de levar suas compras; cria uma narrativa em relação à empresa que está as vendendo; e além de tudo gera um certo retorno comercial, uma vez que a peça é vendida.

Mais profundamente, o marketing atual também se preocupa com o conteúdo dessa personalização. Meramente mostrar o logo do estabelecimento não diz muito; no caso do nosso exemplo das ecobags personalizadas, uma das formas de adicionar valor ao produto é através de obras-de-arte, locais ou famosas. Isso cria outra narrativa em relação à marca que está sendo associada a esse produto.

Observe que grifei a palavra narrativa nas duas vezes em que mencionei. O motivo disso é que podemos associar a noção de branding justamente como a criação de narrativas, histórias que fazem a marca ser reconhecida e gradativamente associada pelos consumidores. No caso do nosso exemplo das ecobags personalizadas, as duas narrativas que citei (superficialmente, porque poderíamos extrair muitas outras) foram:

  1. A empresa se preocupa com o consumo sustentável, providenciando soluções para reduzir um pouco o consumo de plástico;
  2. A empresa se preocupa em atrelar valor estético ao associar arte aos seus produtos, não se limitando a simplesmente vender algo com sua marca.

Naturalmente, ambos os conceitos precisam de validação – ou seja, não se trata de apenas personalizar uns itens lá e achar que é só isso. Mas auxiliam, e muito, na implementação desses conceitos bastante relevantes para o consumidor atual, lentamente associando a marca às noções defendidas por ela.


Criando narrativas para sua marca a partir da personalização de itens. Créditos: DLUI

Branding é tão importante assim?

Lacônico: Sim.

É impressionante como determinadas marcas conseguiram a proeza de associarem a si conceitos muito diversos, como cores ou cheiros (já passou em frente a alguma loja da MMartan?). Isso é branding. Outras empresas obtiveram sucesso criando associações de sua marca à filantropia, ao meio ambiente, enfim, às políticas úteis de responsabilidade social.

Podemos observar que sim, é um assunto essencial para empreendedores. A percepção, identidade, construção da marca é um fator delimitador em relação ao seu sucesso. E, para ser único, é necessário ter algo exclusivo: daí a conexão com a personalização. Não adianta fazer só o que todo mundo faz – precisa-se ir além para ganhar relevância e autoridade sobre o assunto ao qual a marca se destina a trabalhar sobre.

Personalização e endomarketing

Outra palavra bastante popular atualmente é esse tal de endomarketing, ou seja, marketing interno. Seu colaborador também é seu cliente – e em mais de uma forma.

É muito comum imaginarmos que uniformes personalizados pertencem apenas às grandes empresas, multinacionais, mas essa ideia é bem ultrapassada. A confecção de uniformes tem um valor agregado muito relevante: não apenas indica seriedade e compromisso ao cliente, uma vez que com um uniforme a pessoa que trabalha na empresa está indissociavelmente associada aos conceitos da companhia, mas também ajuda na percepção do próprio colaborador que ele é parte de um time, um organismo, exatamente o que a empresa é. Isso também é reforçado pela distribuição de brindes – outra vez, lembre-se sempre do valor/utilidade – que contenham alguma forma de personalização que remeta à empresa.

Sabemos que a satisfação do colaborador em ser parte de uma empresa é ponto crucial na administração de suas responsabilidades, que impactam diretamente na qualidade do serviço da organização com um todo. Mais do que apenas trabalhar, a felicidade e a confiança dos funcionários é ponto-chave. Além de pagar bem, ter boa comunicação, ambiente agradável e opções de treinamento e crescimento, a sensação de pertencimento ao lugar de trabalho é um conceito muito importante, e é aqui onde você pode utilizar da personalização para reforçar a identidade da sua marca para dentro da própria companhia.


Pois é: uniformes personalizados não precisam ser tradicionais, podem e devem ser criativos e bonitos. Créditos: Café Du Marché

Soluções em personalização do Camisario

Tendo em vista todo o valor gerado pela personalização dentro e fora da empresa, com propostas comerciais ou não, não há dúvidas que se trata de um investimento com retorno líquido e certo. Contudo, é necessário realizar uma dosimetria desse investimento em termos de preço, tempo, e outros fatores.

Pensando nisso, o Camisario aglutina fornecedores de produtos de estamparia – tais como camisetas personalizadas, bonés, ecobags, abadás e muito mais –, simplificando a vida de empresários que desejam dar esse passo adiante na construção do seu branding. O mercado de personalização pode ser diverso, assim como seu uso: como você quer estampar sua marca para seus clientes? Não importa a resposta, nós temos a solução. Todas as formas de estampar em um só lugar!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Notas políticas após as reviravoltas

A política nacional poderia ter entrado no ritmo do viral "boom! It hit me hard from the back!". Podemos observar que o maior "plot-twist" do Brasil é que as pessoas, de fato, ainda guardam suas vuvuzelas da Copa de 2010. Cá estão elas novamente. Mas, fora isso...

Nota-se que, em tempos apressados de pessoas sem-tempo, é essencial ser sucinto quando procuramos emitir uma opinião. Especialmente quando nos levamos a sério (santa inocência) e tentamos ser, de fato, lidos, assimilados - não é fácil achar gente com tolerância pra "textão". Então vou tentar ser pragmático, objetivo, pontual (desculpem a tergiversação, era minha última...):

 - A nomeação de Lula, que me parecia improvável por soar como um tiro no pé do Governo, deixa claro que Dilma desistiu de seu mandato e declara, nas entrelinhas, sua renúncia anunciada. Lula tentará restabelecer o carisma do partido, ou criar um novo, em prol da governabilidade (de 2018, é claro...);

 - O juiz Moro atropelou muita coisa da nossa legislação (e não por desconhecimento, não seja ingênuo) para abrir ao público um diálogo que não diz absolutamente nada. Consequência da lógica punitivista, revanchista, que tem imperado nos protestos tão democráticos que vêm acontecendo: se você discorda de mim, eu vou dar um soco democrático na sua boca; 

 - Temer deve ter dado boas gargalhadas ao perceber que Dilma - que segundo ele o tratava como "vice decorativo" - virou basicamente a rainha da Inglaterra, só que sem a classe: não serve para nada, mas ainda tem uns malucos que defendem como se fosse a própria mãe; 

 - Moro, que já vinha recebendo cartas, finalmente se mostra como um jogador, numa manobra brilhante (do ponto de vista jornalístico): ao divulgar áudios, ele atrai o holofote para Dilma e Lula, e do povo não há Pragmatismo Político que os salve; 

 - Não dá para confiar no Governo, não dá para confiar na Oposição, não dá para confiar no Judiciário... Me lembra uma palavra: "Militares". Quantos se darão conta que eles não são nenhum dos três e podem ter voz ativa? Sim, acho que militares no poder seria a pior coisa que poderia acontecer, e por isso sou tão "paranoico". É agora que ligamos pro Batman? Não há terceiro lado no debate. É queijo catupiry com goiabada cascão (junto à vontade de comer, que é o povo).

 - Quem trata a corrupção como crime moral hediondo dá voz às vertentes menos seculares que protestam por valores. Militares. Religiosos. Ultraconservadores. Cuidado...

 - Os protestos são tipo torcidas organizadas. Seus antagonistas são tipo os palhaços que passam esbarrando para provocar mesmo. Nós tâmo aqui como uma espécie de torcedor-família que só quer assistir ao espetáculo.


Finalmente, o que eu gostaria de comentar é que a tragédia anunciada impacta na vida de cada um de nós de maneira perceptível, portanto precisamos nos atentar ao que apoiamos. Limites de crédito, inflação, dólar, vagas em creche, programas sociais, enfim, várias coisas podem estar dependendo do que aconteça a partir de agora - além, claro, da renúncia de Dilma.
Não precisa ser a favor do Governo para não apoiar a oposição. Não existe neutralidade nesse momento, por outro lado. O debate é complexo e, como disse Aécio, não sejamos levianos. Lembrem: A História punirá àqueles que se posicionarem contra o historiador que contá-la.
Nossa cultura é incrivelmente jovem. Esperar que debates não-maniqueístas floresçam no cenário atual é utopia demais: os Estados Unidos nunca superaram e olha que eles estão mais sólidos que nós em algumas centenas de anos. O que me entristece é que tendemos, por alguma razão cultural, a formar pensamentos revanchistas, punitivistas, agressivos, com um mero discordar de opinião que afinal lida com temas delicados, mas nada além disso. É o que me deixa embasbacado: a vontade do povo, seja oposição, governo, direta, esquerda, ciclista, motorista ou cobrador, em silenciar o outro, na lógica (perceba a ironia) antidemocrática da ditadura da maioria.

Estamos diante de um momento histórico completamente diferente de tudo que o Brasil já viveu desde a CF88; não podemos confiar em ninguém, do judiciário ao executivo - isso é até percebido por aqueles que não demonstram apoio incontestável por repudiarem algo ao extremo, mas a grande massa se perde em venerações fúteis.

Aliás, panelas eram chatas, mas buzinas se superam. Parem com essa porra, caralho.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A glorificação da irresponsabilidade

Não há dúvidas que a maioria dos pais pensa no bem dos filhos. On the record, ninguém deseja o mal da "própria cria". Mas, enquanto as boas e floreadas intenções são exaltadas, outro fato possível de afirmar é que os pais também estragam os filhos - pelo menos potencialmente. Geralmente passam seus vícios e falhas porque as percebem como características enaltecedoras para si próprios, e, com o ego frágil que o ser humano tem, acabam honrando a si mesmos em excesso, fazendo com que os pimpolhos sejam réplicas (im)perfeitas das idiotices dos pais. O poder absoluto sobre outra vida pode ser positivo, negativo e, principalmente, ambos. 

A nossa sociedade está sedimentada, essencialmente, na estabilidade. A geração dominante - aqueles que estão no auge de seus quarenta anos - teve uma educação completamente voltada para a procura de uma vida "com menos problemas possível". Os conceitos de responsabilidade dessa geração estão muito mais relacionados com "redução de danos" do que com "conquistas". E isso é um imenso problema, porque reduzir danos estressa, reduzir danos aperta. Nenhum pai ou mãe - nem paimães e mãepais - deseja que o filho repita seus erros, e a forma como encontram para distanciá-lo e protegê-lo é tratando-o como um idiota. Um idiota muito especial, como disse no meu texto abaixo, mas um idiota.

Parece completamente sem lógica, mas na verdade faz muito sentido. Um idiota não responde pelas próprias ações. E não tô falando de deixar de lavar louça ou acordar no horário de aula - com efeito, a noção mais aproximada de "responsabilidade" que eles têm -, mas ações no sentido de decisões profissionais, amorosas, enfim. A criança que reproduz um comportamento acima do que os pais esperam para ela é "rebelde" - quando essa rebeldia é meramente discordância. Isso é desencorajado ao extremo: ter opinião é um absurdo. Não por acaso, opinião culmina em responsabilidade. Em verdade, tudo que culmina em responsabilidade - decisões, contas, criação - é desencorajada.
Que absurdo!! Uma criança aprendendo a ser gente!! 

Coloque-se no lugar dos pais. A sociedade como um todo vocifera pelos cotovelos que você deve proteger suas crias. O melhor método de fazê-lo eficientemente é convencendo o pirralho que ele precisa muito ser protegido; idiotificando-o, tratando como uma eterna criança, separando "assuntos adultos" (inerentes à casa) dos demais (tarefas). É a geração Terra do Nunca. Para concluir essa idiotificação, isso é tão massificado que as próprias pessoas que são tratadas assim levantam essa bandeira; têm orgulho de suas ignorâncias ("não sei, sou de humanas", como se não saber algo fosse positivo sobre qualquer aspecto), querem demais, se acham especiais justamente por essa superproteção, têm orgulho de seus "ativismos" diminutos e da sua própria insignificância. 

E essa cultura é, mais do que isso, glorificada A coisa mais normal do mundo é ver que "estão roubando a juventude de nossas crianças", e demais disparates. Juventude não é chutar bola na rua, ou trocar bola por computador; juventude não é ver desenho, é ver desenho o dia inteiro. Juventude é a época que você tem poucas e diminutas responsabilidades, e isso não está sendo "roubado" mas sim enfiado goela abaixo de cada bebê que nasce. A separação insana entre "coisa de adulto" e "coisa de criança" é que adultos se perdem dentro de uma seriedade ridícula, porque ser adulto é não jogar videogame, e crianças que são bundões inexpressivos com vinte e tantos anos, porque ser criança é não ter responsabilidade.

Isso desemboca em muitos detalhes sórdidos da cultura brasileira. Nós somos instigados a entender que a CLT é o melhor regime do mundo e que nós devemos, primeiramente, nos atrelar a ela; um monte de gente acha que concurso público é a solução dos problemas, que é perfeito, um ótimo trabalho; outro tanto de gente acha que certos trabalhos - dignos - são "coisa de vagabundo". Curiosamente, as escolas se preocupam em ensinar mais teoria do que prática - na teoria ninguém toma decisões, amiguinho, é só seguir a cartilha - e isso chega a ser incentivado e apoiado por pais que acham que "a infância está morrendo". Além disso, sabemos pouquíssimo sobre valor do dinheiro, direito, economia, e demais coisas que sempre disseram para você, de 40 anos, que é "assunto de adulto". 

Os problemas não são oriundos apenas da escola, tampouco apenas da mentalidade dos pais que, de modo geral, precisam arcar com as responsas de ensinar errado (mas também não estão preparados para isso, pois se cercam de medos e pressões sociais como se buscassem isso numa síndrome de Estocolmo . Mudar a cultura é difícil, mas se você pretender tê-los, não os tenha para atingirem objetivos que você, a sociedade ou qualquer fator externo deseja que atinjam. Ao invés disso, treine-o para criar seus próprios objetivos, introduzindo as relações"causa-consequência" e de responsabilidade o mais cedo possível. Deixe-o cometer erros e ensine o que são erros. 

Não é uma aula de "parentabilidade". Cada um faz as burrices que quiser. É só uma crítica a essa imensa massa de gente, no alto dos 20 anos, sendo extremamente bundona, supérflua, criança e despreparada. Eu incluso. Enquanto não pararem de repetir que vocês têm orgulho de serem crianças idiotas, queridos, vocês serão só isso mesmo. 

(esse texto só foi possível por causa das luzes que Guilherme Carmona, Ailin Cerda, Daniel Rossato e Nathália Pinheiro Martins acenderam no caminho).

terça-feira, 3 de março de 2015

Sobre você mesmo

Eu sei. Um texto de autoajuda na internet é tão vazio quanto uma garrafa de cerveja nas mãos certas. Você provavelmente já leu tantos que esse aqui vai ser só uma passada-de-olhos, não uma própria leitura; mas não tem problema. Na verdade, esse texto não é sobre você – é sobre mim. Mas perceberemos que temos muitas coisas em comum, e talvez essa “solucionática” servirá também para você, caro interlocutor silencioso. Adiante...

É muito comum a nós, arrogantes membros da geração com menos presilhas civilizacionais e com o mundo na ponta dos dedos, que esse estado líquido que temos em relação ao universo seja voltado, também, a nós mesmos. Não raramente, observamos jovens descontentes pois não conseguem “se encontrar”; ou seja, não conseguem firmar suas próprias personalidades dentro deste mundo multicultural e invasivo, não conseguem construir-suas-casas-em-rocha (pois é, estou usando uma parábola recontada pelos seus pais para exemplificar; que exemplo de autor, n’é?) porque a rocha parece tão distante, e nós queremos tanto ser alguém...

Para mim, o problema inicial está nesse querer. “Querer” e “gostar” são palavras essenciais em qualquer pessoa do meio dos anos 90; não existe um futuro, não existe uma preparação, é só a soma do “querer” com o “gostar”. Com isso, sempre parece que estamos distante demais do que merecemos; é muito exigir que nosso “querer” e “gostar” sejam coisas construtivas. Pelo contrário, normalmente são destrutivas. Então ficamos nós com aquela cara de interrogação e pensando sobre “por que não deu certo?”, quando a resposta estaria na ponta da língua do seu avô se você perguntasse para ele: quantos quilômetros de “pé-no-chão” você andou para conseguir esse objetivo?


                                                         Sério, você não é especial.

Parece evidente que todo caminho exige sacrifícios. Quando paramos para pensar, é dolorosamente, ridiculamente óbvio. O que não é assim tão óbvio é que os sacrifícios que fazemos – ou devíamos fazer em prol de determinado objetivo – são também escolhas. Agora pasme – nós somos forçados a fazer coisas que não queremos, tampouco gostamos, se temos algo maior em mente. Não “estar afim”, ou não ter vontade de fazer alguma coisa, não é razão para que ela não seja feita, se quisermos uma estabilidade futura. É por isso que acostumar com o gosto amargo da decepção é uma boa escolha; muitos dos caminhos que tomaremos será infrutífero, circular, frustrante.  Infelizmente nós não vemos a faca quando damos murros nela, e não há antídoto para isso.

É fato que colecionam-se mentes brilhantes no mundo. Não temos mais um Einstein, temos centenas; mas, junto com esse brilhantismo todo, observamos um súbito aumento de doenças psicológicas, depressão e coisas do tipo. Uma explicação superficial me convence: As pessoas, por serem desgraçadamente inteligentes e terem muito acesso às coisas – e portanto acostumadas com certo nível de sucesso – desaprendem a perder. Desaprendem a abaixar a cabeça quando algo dá errado, desaprendem a recomeçar. Funcionamos em uma velocidade tão alta, tão diferente do resto das pessoas (os “coroas”, palavra que, por alguma razão, nunca saiu de moda) que ficamos incompreensíveis, contraditórios; e não importa quanta tecnologia tenhamos, simplesmente não podemos dar um passo maior que a perna e entendermos algo que não dá para entender.

É por isso, na minha visão, que as pessoas “se perdem de si mesmas”. É por isso que tanta gente cruza os braços, no meio de uma situação eufórica, sentindo, na verdade, frustração. Mas há algumas vantagens em estar perdido; a primeira coisa é que, quando nos tocamos de que algo está errado, podemos começar a buscar soluções. Não há nada melhor para um ego ferido do que resolver seus próprios problemas – já percebeu que tudo que você ainda não conseguiu fazer parece intransponível? E então, quando você efetivamente resolve algo impossível, não há como não se sentir bem. Por isso, a primeira coisa que deve ser perguntada é: Eu tenho um problema? Como resolvê-lo?

A arte de empurrar com a barriga, conhecida popularmente como “procrastinação”, que  é outra palavra que entrou em moda, é também um passo certo para a frustração. Resolvemos o que nós quisermos em cinco segundos – muitas vezes literalmente, mas ainda reclamamos da burocracia do Governo ou do maldito site que caiu – e portanto a noção de “compromisso” e “prazo” fica muito decantada. Com efeito, é notoriamente claro que se você demorar muito para fazer algo, esse algo tende a crescer e complicar, tornando-se mais difícil a cada segundo perdido. Se você não dispõe de cinco para fazer uma coisa “porque não quer”, precisará dispor de bem mais do que isso quando for “obrigatório”.

A conclusão é que temos dezenas de jovens inteligentes, porém pouquíssimos producentes e menos ainda competentes. Todas as noções são tão fáceis que até eu, um exato e perfeito exemplo do que descrevi no texto, as conheço. Mas a inaptidão mental é tão complicada que reafirmo: conhecer a teoria é uma coisa. Fazer é que são elas!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O Uso Prioritário de Equipamento Não-letal

Ou, no português-comum: "Chamem o Batman, o Estado Pirou". Ah: Isso aqui não é um texto de Esquerda. Nem de Direita. Só de (um pouco de) bom senso.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O culto ao português coloquial

Esse será um post recheado de academicismos (como este!), o que torna tudo um pouco irônico. Eu sou uma pessoa que fala difícil. Isso acaba sendo muito mais um problema do que uma qualidade; garanto a vocês que não impressiono mulheres quando falho miseravelmente no uso de mesóclises (pois é. Eu falo difícil e errado). Mas é uma característica adquirida por certa bagagem literária e por ser, no cerne, um acadêmico de direito. “Cerne”. Que palavra horrível...

Existe toda uma espécie de devoção formal à língua portuguesa escrita da maneira mais rebuscada que se possa imaginar. Com efeito, vemos profissionais do direito, políticos e coisas do tipo utilizando-se exaustivamente de palavras “incomuns”, apenas pelo regozijo de escrever formalmente. Provarem-se conhecedores da língua às outras pessoas que nada esperam exceto também provarem-se conhecedores da língua. A burocracia brasileira adora isso; é uma espécie de ostentação fora do normal, por eles chamada de “deleite imensurável” ou qualquer coisa do nível.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Notas de rodapé (comentadas) sobre a legalização da maconha

Com o assunto em voga recentemente, especialmente por causa do projeto de lei 7270/2014, já comentado pelo Causas Perdidas neste link (oops, ainda não temos disponível. Mas logo teremos!), o senso comum bate à porta e precisamos ter consciência de fazermos um debate menos falacioso e de maior crescimento para a nossa sociedade. Cá estão argumentos para refutar algumas noções errôneas sobre a maconha:


terça-feira, 22 de abril de 2014

Crônica Hiperbólica da Indiferença

CRÔNICA
Por Caio Oleskovicz.
Esta é uma história de ficção. Ou não.



Esses tempos, eu tava na frente do metrô com a minha cara de habitual indiferença. Sabe como é, você não pode ficar se importando muito com as pessoas à sua volta, porque entra em parafuso. A gente vê de revesgueio a senhora com criança doente, o deficiente visual que não obtém ajuda, o menino que empurra a pessoa à sua frente só para se divertir, mas não pode dar muita bola para nada disso. E eu ouvia meu jazz – me sentindo tão absurdamente ‘cult’ – enquanto a interação social corria solta à minha volta.

quinta-feira, 6 de março de 2014

A Globalização Cultural e seu pesado ônus

Olá.

É inegável - e chega a ser quase impossível de se argumentar contra - que estamos vivendo na época do multiculturalismo, da dissolução dos conceitos outrora estáveis de "alta cultura" e da massificação da "elite cultural". Com efeito, podemos observar claramente um fenômeno de expansão entre o vácuo das elites culturais, intelectuais e econômicas; esses conceitos tendem a diluir junto com a globalização e o modus operandi vigente na pós-modernidade. Embora de bela aparência para um espectador mais simples, isso pode afetar negativamente a nossa vida e a nossa sociedade, senão vejamos:

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

France Football e a verdade sobre "A Copa do Medo"

A internet é uma excelente forma de compartilharmos informações. Com a brevidade proporcionada pelas redes sociais, podemos mostrar ao mundo o que pensamos,  como agimos, notícias que lemos, etc. Isso tudo seria maravilhoso, perfeito... Num mundo onde não existisse gente de má-fé. Infelizmente não é nosso caso.

Neste mês de fevereiro, circulou por aí suposta tradução de um artigo da revista francesa France Football. Tal texto criticava, embasado apenas na referência de ser uma revista francesa, algumas coisas bem pontuais aqui do Brasil (até meio pontuais demais; siga lendo). A argumentação proposta era para provar o quão estapafúrdia era a ideia de ter Copa do Mundo aqui; não obstante, tencionava “mostrar ao mundo” o quanto nosso país é ruim e mal-cuidado. Até aí tudo ótimo, liberdade de expressão, eles podem dar sua visão como quiserem.

EXCETO POR UM DETALHE: O ARTIGO É FALSO.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Dicas de leitura

Devo começar esse post com um solene pedido de desculpas pelo meu período de ausência; estava com um bloqueio criativo/de escrita tamanho monstro. Com este post pretendo retornar aos escritos com maior frequência.

E, já que o ano acabou, nada melhor que fazer um post falando do que eu li (não só esse ano, mas majoritariamente no mesmo) e o que eu recomendo para vocês... Bem, ou simplesmente falo sobre.

Sei que estou um tanto lacônico, mas eu prefiro chamar de "objetivo".

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sobre o caso do menino acusado de matar os pais

O caso do menino deu muito mais o que falar que era previsto, o próprio delegado assumiu.
O meu texto também. Não esperava tamanha viralização ao postá-lo. Desde já, agradeço os comentários elogiando, criticando, xingando e também às "leituras silenciosas". Acho que se vocês leram e tantas pessoas gostaram, meu objetivo como escritor, ao redigir o artigo, foi atingido. Tentei responder aos comentários, mas mostrou-se impossível, então, lá vai uma resposta geral.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O menino que (não) matou os pais

Covardia.
É isso que eu vejo no chocante caso da família de policiais militares brutalmente assassinada no dia 05/08.
Covardia da pessoa que realizou os assassinatos, da polícia - os "grandes", no caso - em manipular os fatos e da mídia em oficializar a manipulação.
Gostaria de deixar claro o que já é óbvio: É IMPOSSÍVEL VISANDO DIMINUIR O MANIQUEÍSMO DO POST TROQUEI ESSA EXPRESSÃO POR ABSOLUTAMENTE IMPROVÁVEL que o garoto tenha matado os pais. Sem querer ser conspiracionista, mas pessoas podem ser desviadas de sua conduta normal mediante suborno, e isso acontece com relativa frequência no nosso país, o que deslegitima um pouco a autoridade geral da classe..

sábado, 22 de junho de 2013

A manifestação brasileira

... é ruim. 
Não, você não leu errado. 

Vou construir um argumento; aviso de antemão que o texto ficará gigantesco. Se você acha que eu sou puramente contra o povo sair às ruas e sempre fui, pare de ler aqui. Se você quer entender essa reviravolta, leia até o final, vou tentar explicar (adianto que não sou tão politizado quanto algumas pessoas, tampouco tenho informações preciosas que só eu consegui juntar; isso aqui é como se fosse um compilado-piorado do que houve na internet essa semana). Ah, para os mais próximos: Eu utilizo a palavra COXINHA um total de zero vezes. 

Vamos lá: Estou felicíssimo de ver que o povo saiu às ruas; apoiei intransigentemente os manifestos, inclusive participei quando tive a chance. As fotos da gente nas ruas não passam nenhum sentimento exceto amor, e não dá para pensar em outra coisa exceto que o povo não é tão acomodado quanto alguns críticos achavam. Havia, em mim, uma felicidade inebriante; meu pensamento era que não ia viver para ver aquele tipo de coisa... Ver aquele contingente gritando e protestando contra o aumento da passagem, contra a truculência policial, pelo impeachment... Epa... Calma lá... Esse nunca foi um ideal. O que nos trás à primeira pauta do meu argumento:

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A distopia (e o pessimismo) de Augusto dos Anjos

Vamos falar um pouco de literatura. Mais do que isso!, literatura brasileira, algo que está tão em baixa aos leitores de nosso próprio país. Sim, porque o Brasil lê, e você deveria pesquisar algo sobre para dizer que falta essa cultura ao nosso povo. Mas não entrarei no mérito.

Confesso que acho a literatura "obrigatória" para vestibulares federais e coisas do tipo um tanto enfadonha. Talvez seja porque são leituras obrigatórias; você não lê algo sem vontade de fazê-lo e acha-o legal, normalmente. Por isso, criei uma certa ressalva aos autores mais tradicionais, como Machado de Assis e Érico Veríssimo - embora tenha já feito uma releitura menos forçada e mais crítica, e subido o conceito especialmente deste. No gênero "fantástico", já citei Eduardo Spohr e sua incrível série de livros aqui no blog; reforço que são mesmo excelentes. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Datena e o ódio aos ateus

Bom dia!

Hoje a postagem irá se referir ao lamentável incidente envolvendo o apresentador Datena, da BAND, e a comunidade ateia brasileira. Ocorre que há um tempo atrás, Datena sugeriu em seu programa que "assassinatos, crimes hediondos, coisas sem pensar, é coisa de quem não tem Deus no coração. Ateu não tem limite, não tem nem um motivo pra ter" (adaptado). O comentário foi, sinceramente - e não pelas minhas tendências ateístas - uma das coisas mais terríveis que já ouvi na vida, um preconceito declarado e nojento, visando atingir e alienar ainda mais o Povo.

O comentário foi passível de punição SIM. O grande problema não foram as pessoas que têm acesso à internet e que conseguem consultar a real situação desse tipo de coisa, mas sim as pessoas humildes, aquelas que não pensam sobre, que assistem Datena porque acham que é a realidade absoluta. São essas pessoas as mais afetadas pelo comentário; As que lincharão ateus em não muito tempo, se continuasse assim.

Embora existam algumas pessoas tão psicopatas quanto o próprio Datena que concordem com a afirmação dele, o principal argumento é totalmente falho. Elas dizem que "existe a liberdade de expressão". Ora, esse princípio é limitado em casos de discurso de ódio. Você pode, sim, falar toda e qualquer bobagem que quiser, mas terá de arcar com as consequências disso depois. Acontece que a sociedade está tão acostumada com esse tipo de preconceito que acha "normal"; Mas o discurso do apresentador foi sim carregado de preconceito e más-intenções, senão vejamos:

Substituindo ateus por corintianos: 
"'Assassinatos, crimes hediondos, coisas sem pensar, é coisa de quem torce pro Corinthias. Corintiano não tem limite, não tem nem um motivo pra ter.'"

Agora, vamos substituir ateus por negros:
"'Assassinatos, crimes hediondos, coisas sem pensar, é coisa de quem não tem a pele branca. Negro não tem limite, não tem nem um motivo pra ter.'"

Eu imagino que com esses dois exemplos simples tenha dado para entender a dimensão do preconceito. Não obstante, a comunidade ateia foi atrás de seus direitos judicialmente, e conseguiram que a Band se explique sobre o preconceito religioso do apresentador (mas cabe recurso). Datena, porém tentou distorcer e alienar ainda mais pessoas!, e talvez o processo deva ser ainda mais elaborado (por litigância de má-fé). Segue:


Não, Datena, você não está sendo perseguido religiosamente.
Apenas é extremamente preconceituoso.

Minha indignação quanto a este último vídeo não me permite expressar palavras sem ser extremamente tendencioso. Encerro aqui o assunto, tentando ficar neutro - e mesmo neutro, simplesmente não é compreensível nem possível que essa atitude seja defendida. Quem crê em Deus de verdade quer a paz e o bem de todos, mesmo e talvez especialmente de quem não crê. Quem não crê em Deus irá se sentir completamente ofendido e constrangido por ser comparado à um estuprador de bebês.

Boa tarde a todos. (Sim, comecei o texto de manhã e só terminei agora...)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sobre o segundo turno em Curitiba

Boa tarde, e que linda tarde esta do dia 8/10/12!

Um dia depois das eleições, estamos ainda em polvorosa graças à incrível colocação de GUSTAVO FRUET no segundo turno, vencendo a máquina de Beto Richa - que o passou para trás em uma traição nojenta - e surpreendendo os falidos institutos de pesquisa. O primeiro colocado e adversário de Gustavo é Carlos R. Massa Jr., quero dizer, Ratinho Jr. - mas ninguém sabe o nome dele, mesmo.

E eu, com o amor incontido que sinto por minha cidade, precisei escrever esse texto. Precisei sentir que estou fazendo minha parte para impedir que a cidade caia - volte a cair! - nas mãos de pessoas mal intencionadas, mal preparadas, manipuladas. Alguns de vocês me conhecem por minha postura firme em discussões, do jeito que as levo para o modo acalorado, muitas vezes desnecessariamente. E, nessas desnecessárias vezes, os bons argumentos se perdem entre farpas e creio que muitos perdem com isso. Devo desculpas a este modo, mas muita gente simplesmente não entende o que está na cara deles. E é por isso que esse texto é mais um nesta maneira. Prefiro acreditar que é uma profusão de amor exagerada, um depoimento incrédulo e uma tentativa gritante de alerta.

Ninguém acreditava que Ratinho Jr., esse longínquo turista que pediu uma prefeitura para o pai, fosse tão longe. Ninguém imaginava que Ducci estaria fora do eventual segundo turno, uma posição praticamente garantida pelo uso e abuso da imagem do governador. E é por isso que esse texto não existe desde antes. Não era necessário mostrar em palavras a indignação por um Ratinho ser o mais votado em Curitiba - justamente pelos institutos de pesquisa serem tão falidos quanto podem ser. Mas agora a situação é outra. Ratinho teve mais de 300 mil votos. E isso é inaceitável.

Gustavo era, no princípio, nome certo para a prefeitura da cidade. O golpe nas costas dado por Richa deixou-o sem opção, e o PT o procurou para uma aliança, que foi aceita. Muitos disseram que foi uma aliança temerária, eu, inclusive, enquanto não conhecia o cenário político real. Mas foi necessária. O apoio do Governo Federal à prefeitura só tem a trazer benefícios, ainda mais agora que o Governo provavelmente não apoiará. Eu, de anti-petista extremo, me tornei uma pessoa mais razoável e ouvi os argumentos. Não posso negar que no PT tem muita gente ruim - e a prova disso é o mensalão, do qual o Gustavo foi relator - mas existe gente desse calibre ou pior em outros partidos. O Gustavo não se aliou com o podre do PT, e não se aliaria com o podre do PSDB se soubesse que era o podre. A parte do PT que está com o Gustavo é a parte da mente aberta, da inteligência e das propostas coesas. Eu sei disso. Eu VI isso.

Não votar no Gustavo por não votar no PT é a atitude temerária que muitos julgam estar evitando. É o risco de termos mais quatro anos de mais do mesmo - o principal argumento do Ratinho é que ele é 'mente aberta', mas suas propostas são imperfeitos (piorados) clones das propostas dos outros! -, o risco de termos como secretários gente do PSC - que, por muito, não são melhores que do PT, embora eu duvide que as secretarias vão para as mãos dos petistas -, o risco de perdermos a única pessoa verdadeiramente honesta, ética e capaz de assumir a prefeitura dos últimos doze anos.

Gustavo tem muito foco em educação, fazendo propostas coerentes e possíveis de serem executadas. Vale lembrar que tudo depende da educação, desde a saúde à mobilidade, e nesse ponto é realmente onde Fruet se destaca. Falando em mobilidade, também dá Fruet. As ideias pobres sobre o VLP de Ratinho não se comparam à inteligência de melhorar as ciclofaixas e ampliar o projeto da Linha Verde, além de corrigir todas as falhas gritantes de planejamento feitas pelo "canteiro de obras" Beto-Ducci. A saúde será melhorada juntamente com a segurança, coisa que o "candidato dos uniformes" nem se pronunciou sobre - ele apenas prometeu presentes à moradores de comunidades carentes, presentes sem sentido e pequenos demais para pessoas tão grandes e importantes, que atualmente ficam esquecidas no cenário político. Iremos saltar da Curitiba estagnada para a Curitiba do progresso, que acompanha o primeiro mundo. Novamente seremos modelo.

Para isso, contanto, precisamos NÃO eleger Ratinho Júnior, uma pessoa faltante e ausente desde seus tempos de deputado. Ratinho não pega ônibus, não vê o caos e sequer morava em Curitiba - como disse, um turista que quer uma prefeitura com o único interesse de aumentar o domínio do pai, que já é grotesco. Gustavo anda de ônibus e bicicleta regularmente FORA de época de eleições, assim como eu - mesmo com meu sobrenome, não tenho favores da família e pego o Interbairros III aqui perto de casa todos os dias para ir para o terminal Bairro Alto, tenho que esperar os mesmos 30 minutos quando invariavelmente o ônibus se atrasa e o caos da Victor Ferreira do Amaral me prejudica muito. Por isso, posso afirmar com certeza absoluta que Gustavo conhece melhor os problemas, conhece melhor as comunidades carentes (nas quais Ratinho teve nojo claro de ir, diferente do Gustavo).

E além de todos os argumentos apresentados no texto, Ratinho também é uma pessoa preconceituosa e elitista, dado a briga que comprou com a comunidade homossexual de Curitiba. Ele condena quem pensa diferente dele mesmo (ou seja, quem pensa diferente de seu pai, visto que o filho são as 'ideias' do pai vomitadas dentro da mente). Gustavo, por sua vez, e mais uma vez posso afirmar porque o conheço pessoalmente, é a humildade e o companheirismo em pessoa. Nunca vi alguém tão educado e simples para alguém com a bagagem que tem, e é incrível como em matéria pessoal Gustavo dá um show no outro candidato.

Enfim, com esse texto, espero que tenha ajudado você, eleitor do Ducci, do Greca, do Meirinho, da Alzimara e do Avanilson, que estava indeciso, a decidir. Decidir pelo melhor, decidir por não eleger a corja, decidir pelo amor que você e eu sentimos por essa Curitiba que há tanto foi maravilhosa e que tanto potencial tem para voltar a ser. Espero que tenha ajudado você, que pensa em jogar seu voto fora e votar nulo, a entender o PT que - não gosta, eu sei, eu também não gostava - é tão necessário nessa campanha. Espero que vocês tenham lido com a mente aberta de uma pessoa jovem, compreendendo que quem escreve é outra pessoa jovem, talvez com um furor excessivo gerado pelo desespero. Desespero justificado, juro, haha.

Caso ainda esteja em dúvida, o convido a ler o plano de governo simplificado do Gustavo, para que possa julgar - como eu fiz, e tanto fiz - suas propostas, e confirmar você mesmo que são as melhores.

Vote 12 nesse segundo turno por uma Curitiba melhor!

Obrigado,
Caio Oleskovicz

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não, cara, sério.

Quando diabos as pessoas irão se tocar que não é à todos que a Copa do Mundo agrada?


Quero dizer, torcer para o Brasil, beleza. Torcer para o time da puta que o pariu, beleza. Agora, qual o sentido em fazer barulho antes, durante e depois dos jogos? Será que esses seres inteligentíssimos pensam que irá mudar alguma coisa, se ficarem tocando com a porcaria das vuvuzelas? Ou cornetas? Ou, enfim?

Só é legal pra quem toca...



Me entendam: O problema não é a copa em si (que eu, pessoalmente, acho um saco), mas sim a algazarra gerada sem motivo. Os jogos não são nem aqui no Brasil. Atenção: OS JOGADORES NÃO VÃO OUVIR VOCÊS GRITANDO, por mais que vocês se esforcem! Parece que tem gente que acha que vai mudar o mundo com a sua festinha particular...


Esses dias, meus vizinhos praticamente entraram em colapso porque o Brasil tinha ganho um jogo. Achei legal a vitória, e por tanto barulho, achei que tinham sido campeões da copa. Que nada. O Brasil ganhou da Córeia do Norte. Ah, que massa, hein? Uma vitória contra a maior seleção da Ásia (epa! acho que eles não sabem onde fica a Córeia do Norte. Melhor deixar esse comentário para lá...). Realmente, eu ficaria super feliz com isso. É.


Fica minha irritação. Já não bastava tocar Luan Santana adoidado, agora tem que ficar com essa barulheira. Se bem que eu não sei qual dos dois é mais sem sentido...


Abraços.